ONG Abientalista Jacare Solteiro responsabiliza Prefeito de Salvador pelo aumento da temperatura da cidade.
Modo de desenvolvimento urbano tem causado "estresse térmico" em Salvador
O JACARÉ SOLTEIRO JÁ ALERTAVA EM MATERIAS PUBLICADAS NESTE BLOG O RISCO DE AUMENTO DA TEMPERATURA EM SALVADOR, FACE A VERTICALIZAÇÃO DESENFREADA AUTORIZADA PELO PREFEITO JOÃO HENRIQUE E AGORA?
Fonte: Jornal A Tarde
Neste domingo, 21, os termômetros na soterópolis podem bater 31° C, prevê o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Salvador é uma cidade quente, não há novidade nisso. Mas estudos realizados por pesquisadoras da Ufba mostram que o modo de desenvolvimento urbano da cidade tem agravado o que os cientistas chamam de “estresse térmico”.
A partir de medições de temperatura realizadas em agosto de 2009 e outubro deste ano, pesquisadoras do Laboratório de Conforto Ambiental (Lacam) da Faculdade de Arquitetura da Ufba constataram que áreas centrais da cidade, especificamente as praças Cayru e da Piedade, funcionam como ilhas de calor que contribuem para o aumento térmico da capital.
“Nas praças, as temperaturas do ar são até cinco graus maiores do que na estação meteorológica, localizada no Alto de Ondina”, afirmou Telma Andrade, mestre em engenharia ambiental. Segundo a especialista, esse resultado significa que o desconforto térmico é maior nesses locais de grande adensamento de edifícios e com pouca ventilação. A sensação térmica nas áreas pode chegar a 52° C.
“Ao longo dos anos, vemos que a cidade está se aquecendo”, afirmou Telma no intervalo do Simpósio Internacional Clima, Planejamento Urbano e Saúde Pública, realizado quinta e sexta passadas no Instituto Goethe (Icba), Corredor da Vitória, com participação de especialistas em meio ambiente locais, nacionais e estrangeiros.
A capital baiana está de fato mais quente. Dados do Inmet interpretados pelas cientistas revelam que durante dois períodos históricos de 30 anos cada (de 1931 a 1960 e de 1961 a 1990) a temperatura do ar da capital baiana aumentou uma média de 0,7° C. A evolução das medições só é validada em recortes de três décadas. A próxima deverá ser concluída em 2020.
ss
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