sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

JACARE DE ÔLHO NA POLUIÇÃO DO RIO IPITANGA







A barragem do Ipitanga I, localizada nas proximidades de cajazeiras e adjacências é também uma opção de lazer para os moradores dessa região. Totalmente desconhecido o nome do rio e a utilidade da barragem entre a comunidade, esses moradores costumam trajar biquínis aos domingos e se direcionarem a Barra, abreviação do nome barragem que faz uma analogia a praia da Barra.

Maria Lúcia, uma das moradoras do local, afirma que já levou várias vezes bebidas alcoólicas e até mesmo lanche para complementar a diversão. O rio, entretanto, está sendo evitado como opção de banho devido à contaminação. No percurso que sucede as comportas a contaminação por dejetos provenientes de esgoto domiciliar e da presença de substâncias químicas é visível.

O rio Ipitanga possui sua nascente no município de Simões Filho, passa por Salvador e deságua no rio Joanes em Lauro de Freitas. A barragem do Ipitanga I foi construída em 1931 com o objetivo de abastecer a cidade do Salvador, contudo, poucos moradores da cidade sabem da existência desse rio. Esquecido, o rio está sendo contaminado, o que vem sendo notado pelos moradores mais próximos. O crescimento demográfico e a urbanização, a ocupação por pedreiras de áreas não autorizadas e o lançamento de resíduos e efluentes industriais, são os principais motivos para a contaminação.

Existe uma grande carência em orientação à população sobre os recursos naturais da própria cidade em que reside. As bacias hidrográficas de Salvador não são pautadas pelas escolas e são raros os casos em que são pautadas pelos grandes veículos de informação. Um professor de engenharia sanitária e ambiental da Universidade Federal da Bahia (UFBA) comentou que se espantou ao ver que nenhum dos seus alunos sabia o nome de ao menos um rio na cidade.

A conscientização ambiental da população seria um importante passo para a preservação e a revitalização dos rios da cidade. Ao invés disso, alguns órgãos municipais e estaduais se preocupam em cobrir os rios degradados com concreto para minimizar o mau cheiro e enfeitar a paisagem. Foi assim na Avenida Centenário, e assim se pretende fazer com o Imbuí, com direito até a parabenização de apresentador de programa jornalístico.

Segundo uma pesquisa realizada pela UFBA, o rio Ipitanga é o único entre os doze principais rios da cidade com Índice de Qualidade Ambiental (IQA) bom. Apesar da mobilização de algumas instâncias sociais como grupo de pesquisa, ONG’S e repartições governamentais, a principal preocupação é saber se a falta de informação e, mais precisamente de educação ambiental vai deixar com que mais um rio de Salvador morra.

Será que falar do único rio com índice de qualidade bom e que ainda pode ser preservado, não é tão importante para a população quanto falar de esgoto sem resgatar ao menos, o valor histórico e ambiental desses canais?

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