segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Cortejo cultural celebra as tradições de Portão

Taionara do Jacaré Solteiro acompanhando o cortejo das baianas ao lado da prefeita Moema Gramacho










Marcelo Santana in close com Lirio Secretário de Cultura e pessoal da ONG Rio Limpo










Texto; DECOM

As ruas de Portão, em Lauro de Freitas, em festa desde sexta-feira, amanheceram mais colorida neste domingo (2). Baianas, fanfarras, grupos de capoeira e blocos afros desfilaram ao som do ijexá e do samba, no auge da sua micareta. Foram 15 grupo, de todo o município, celebrando a força da cultura popular. Por onde o cortejo passava, “se arrastando que nem cobra pelo chão”, ficava o perfume da água-de-cheiro e o rastro de rostos sorridentes. Puxado pelas fanfarras, o cortejo trazia ao final o bloco Bankoma, símbolo cultural da localidade. O “carnaval fora de época”, manifestação espontânea de Portão, é festejado há mais de 30 anos.
Aos 71 anos de idade, a integrante do grupo de samba de roda Saia Rendada, Basília Bispo dos Santos, de Areia Branca, esbanjava disposição. Animada, percorreu todo o trajeto, do final de Linha de Queira Deus até a Igreja Católica, sem perder o passo: “Para botar os ossos no lugar” - sorri. Detinha Sambadeira, como é conhecida, não esconde a alegria de sambar, coisa que, segundo ela, já nasceu sabendo. “É tudo na vida. É o que mais gosto de fazer. O samba é uma terapia para a mente, o corpo e o coração”.
No meio das baianas, a prefeita Moema Gramacho, marcava o ritmo da caminhada com muita animação. Acompanhada de todo o seu secretariado e do vice-prefeito João Oliveira, dançou com as mulheres das rodas de samba e fez “pose” com capoeiristas. “Essa é a maior riqueza de um povo, suas manifestações culturais e a celebração da vida. Sei que nesses sete anos de gestão contribuímos muito para que a cultura estivesse mais vive na comunidade”. João Oliveira mostrou que tem raiz no samba. Morador de Itinga, esportista, fez a caminhada de mais de quatro quilômetros com muita disposição.
Para secretário municipal de Cultura, Antônio Lírio, o cortejo “reúne todas as expressões da comunidade”. Ele destacou o caráter popular do evento. “É um momento de muita alegria. Está sendo lindo como sempre e com certeza ainda vai melhorar”. O presidente da associação Carnavalesca de Portão, Valmir Pereira dos Santos, um dos organizadores, definiu a festa como: “Muito boa, com muito brilho, a favor da igualdade e do respeito”. Ele acredita que, além da preservação da cultura, a festa representa ganhos para a economia local. “Gera trabalho, renda e lazer” - resume.
O mestre de capoeira Reginaldo Meireles Porto, de Itinga, acredita que o grande valor da festa é a diversidade cultural. “É uma festa que não pode deixar de acontecer. É a nossa tradição”. Segundo o Mestre Reginaldo, sendo uma das expressões mais fortes do município, a capoeira marca presença em todos os eventos populares. “Ela fortalece a nossa cultura, não pode faltar”. Assim como outros mestres, ele participa do cortejo há mais de 20 anos.

1 Comentário:

Anônimo disse...
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