JACARE SOLTEIRO PELO MUNDO
Moema defende cooperação internacional para combater a fome no mundo
Estabelecer uma política de segurança alimentar e nutricional adequada e sustentável é o grande desafio da humanidade hoje e tarefa de todos que pensam em um mundo melhor, defendeu a prefeita Moema Gramacho, de Lauro de Freitas/BA, em palestra hoje (3) no I Fórum de Cooperação das Cidades Irmãs e Governos locais dos BRICS, que acontece até este sábado (3) em Sanya, na China.
Para os participantes, entre eles a presidenta da Associação Chinesa para assuntos de cooperação internacional do BRICS, Lu Yong Xiang, e outras autoridades, jornalistas e parlamentares dos países integrantes, Moema destacou o compromisso do governo brasileiro de contribuir para a elaboração de um marco legal de cooperação humanitária internacional que assegure o direito à alimentação no mundo. Hoje, segundo dados da ONU, um bilhão de pessoas passam fome nos cinco continentes. “Fóruns como esse se estabelecem como espaços estratégicos de discussão que podem ajudar e muito a toda a humanidade e não apenas aos países integrantes dos BRICS”, enfatizou a prefeita baiana.
Moema socializou experiências brasileiras, como o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional- SISAN, criação de conselhos e secretarias específicas que compõem a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. “O Brasil com um PIB de 1,02 trilhões de reais ainda convive com a fome, relacionada com a pobreza, fruto de uma desigualdade secular, mas pretende apresentar as saídas que tem adotado e que têm mudado a cara do país. Eu poderia dizer que o Brasil é outro depois do ex- presidente Lula. Um retirante que sofreu com a fome entendeu que não precisava primeiro crescer para depois dividir o "bolo" e resolveu que o povo tem que comer o bolo já”.
Desconcentração de renda e riquezas, projetos como o Bolsa-Família, e auxilio para os que mais precisam conseguiram tirar 28 milhões de pessoas da pobreza absoluta e da fome ainda no governo Lula, destacou Moema. “A presidenta Dilma dá seqüência a essa política e sob o tema "Pais rico é pais sem pobreza" estabeleceu como prioridade incluir 16 milhões de brasileiros que ainda estão com fome e ajudar outros países a também combatê-la em seus territórios”, frisou
Além de um marco legal, o Brasil propôs ao Forum dos BRICS promover ações emergenciais de proteção, promoção e provimento do direito humano à alimentação adequada, proporcionando autonomia e soberania alimentar nos países, estabelecer diretrizes para a política comercial externa que reafirmem os princípios da política nacional de segurança alimentar e nutricional nas negociações internacionais, e atuar ativamente em negociações internacionais e instâncias de coordenação visando a criação de mecanismos inovadores de financiamento para iniciativas internacionais de combate a fome e o efetivo exercício do direito humano à alimentação adequada.
Moema destacou ainda, entre outras propostas brasileiras, a ampliação, no âmbito internacional, do intercâmbio de boas práticas em segurança alimentar e nutricional, e integração de organizações econômicas de mulheres rurais; monitoramento dos acordos internacionais e identificação de retrocessos no cumprimento das obrigações de respeitar, proteger, promover e prover o direito humano a alimentação adequada. “Enfim, o contexto internacional de crise alimentar de natureza sistêmica demonstra a necessidade de se considerar as variáveis internacionais que englobam as possibilidades das nações ampliarem a produção de alimentos e o acesso de suas populações à alimentação de forma sustentável e soberana, regulamentando o acesso a terra e a comercialização”.
Moema encerrou seu pronunciamento com um convite. “Espero vê-los em breve na Copa do Mundo e nas Olimpíadas no Brasil, porém, espero mais ainda que o legado, deixado por estas duas importantes atividades aqui realizadas, se traduza em melhoria para as condições de vida dos povos do mundo”.
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