domingo, 18 de julho de 2010

JACARÉ DE OLHO NA POLITICA

O candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, disse, nesta sábado, durante uma caminhada que se encerrou com um ato público, no centro de Itabuna, que não faz promessas nem anúncios que nunca acontecem, e afirmou que vai se debruçar sobre o problema do cacau, para encontrar uma saída para a crise do setor.

Serra chegou ao centro de Itabuna embaixo de chuva, com quase duas horas de atraso, acompanhado de lideranças estaduais do DEM e do PSDB, dentre elas o candidato ao governo do Estado, Paulo Souto, e o deputado federal ACM Neto. Em meio a cerca de mil pessoas, o candidato tucano entrou em lojas, abraçou vendedores e o povo na rua. O presidenciável recebeu um documento de cacauicultores, pedindo solução para a dívida da lavoura e afirmou que o cacau é uma vocação natural da região, que gera emprego e ajuda a preservar a mata atlântica.E complementou: “Não faço promessas ou anúncios que não se confirmam, mas se for eleito, ofereço minha capacidade de trabalho, meu esforço e meu compromisso para encontrar uma solução”. No documento os produtores de cacau pedem a nulidade dos contratos do Plano de Recuperação da Lavoura Cacaueira, em razão da introdução criminosa da vassoura-de-bruxa nos cacauais baianos e, também, porque a Ceplac admitiu, em nota técnica, que os produtores não podem pagar uma dívida de R$ 1 bilhão, já que o pacote tecnológico que recomendou não surtiu efeito.

Os produtores dizem ainda que se endividaram tomando financiamento para combater o fungo causador da vassoura-de-bruxa, quando a tarefa era dever do Estado, e deveria ter sido feito pela defesa sanitária. O documento faz um histórico sobre a região e fala da importância do cacau, que chegou a gerar US$ 1 bilhão de divisas para o País, em 1978. O cacau, salientam os produtores, foi a terceira pauta de exportação do País, ao lado do café e da soja.

Pequeno avanço - O documento destaca que, apesar do empenho dos governos estadual e federal a região conseguiu avanços ainda pequenos, porque o Ministério da Fazenda é inflexível e preconceituoso no tratamento da dívida da lavoura cacaueira. Destacam que através da Lei 11.775 a lavoura conseguiu transferir a negociação os débitos pelo FNE Verde, que dá 8 anos de carência e 20 para pagamento, mas é preciso regulamentar o Artigo 42, da mesma lei para que também cerca de 1.309 produtores com dívidas securitizadas e pelo Programa de Saneamento de Ativos (Pesa) possam ser incluídos no PAC do Cacau.

Serra atendeu comissão de pequenos agricultores dos municípios de Ilhéus, Una e Buerarema, contrários ao relatório da Funai, que delimita o território dos índios tupinambás em 47.376 hectares, que atinge a área agrícola mais produtiva dos três municípios. Os pequenos produtores destacam os conflitos na região, que causam intranquilidade, com confrontos com feridos e até morte.

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