sábado, 24 de julho de 2010

Presidente Lula homenageado em Feira de Santana.


Em dois discursos proferidos em eventos realizados na sexta-feira, 23, na cidade de Feira de Santana, a 108 quilômetros da capital baiana, o presidente Lula levou às últimas consequências sua alardeada opção preferencial pelos pobres, citando as inúmeras realizações dos seus dois anos de governo que beneficiaram, na sua visão, os mais necessitados.

Ao justificar, por exemplo, os índices do aumento do salário mínimo, sempre acima da inflação, afirmou que, embora fosse alertado da ampliação no rombo do Ministério da Previdência ocasionado pelas majorações, era melhor “Previdência com dívida do que ter cidadão morrendo de fome”. Na sua passagem por Feira de Santana, Lula, disse que é um “capiau” (caipira, roceiro) colocado no Palácio do Planalto por seus iguais.

Contido, depois das últimas multas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por propaganda irregular em favor de sua candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT), Lula não citou o nome dela, mas deixou nas entrelinhas algumas “pistas” de que ela seria a melhor opção para sucedê-lo. No seu primeiro evento, o presidente foi ovacionado por cerca de mil agricultores que participavam do II Encontro da Agricultura Familiar da Federação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf), entidade ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), realizado na Estação da Música de Feira de Santana.

Amigo da presidente da entidade, a baiana Elisângela Araújo, soltou sua primeira alusão a Dilma: “Quero saudar a coragem da Fetraf em colocar uma mulher nordestina na presidência da entidade”. Foi aplaudido com entusiamo pela plateia. No palco, estava acompanhado do governador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição e de vários ministros. Logo depois, lembrou que está a pouco mais de cinco meses de deixar o cargo de presidente e declarou que sairá com a convicção de ter trabalhado muito para os pobres, “mas também com certeza de que ainda há muito para ser feito neste País”. E repetiu um de seus mantras preferidos, o de que nos últimos 500 anos o “povo pobre era esquecido”.

Foi necessária uma ruptura ocorrida com a sua eleição para o quadro mudar, disse Lula, autodenominando-se um “capiau” (caipira, roceiro) colocado no Palácio do Planalto pelos seus iguais: “Um País que tem um povo como vocês, que elege um presidente da República que só tem estudo até o 4º ano primário, é um povo porreta demais, de muita fé, porque vocês apostaram num capiau como vocês”.

E foi justamente esse “capiau” que, nas próprias palavras do petista, conseguiu levar o Brasil de devedor a credor do Fundo Monetário Nacional (FMI). Esse outro tema recorrente de Lula serviu para ele acrescentar mais uma brincadeira em relação ao fundo. Lembrou que era comum os emissários do FMI virem ao Brasil “dizer o que os ministros tinham de fazer”. Agora que o Brasil emprestou US$ 14 bilhões ao fundo, Lula disse estar pensando em mandar “uma delegação para fiscalizar o FMI”.



Inauguração - No segundo evento, já sem a presença do governador Jaques Wagner, por se tratar de inauguração, Lula entregou uma obra do programa Minha Casa, Minha Vida o Conjunto Residencial Conceição Ville, com 440 apartamentos, que custou R$ 18 milhões, e é destinado a famílias de baixa renda, vítimas de enchentes e áreas de risco de Feira de Santana.

O presidente fez questão de entrar num dos prédios para verificar as dependências. Disse que o apartamento, de 42 metros quadrados, era “bonzinho” e muito maior que o primeiro imóvel que ele comprou com dona Marisa Letícia, em 1986, com 33 metros quadrados. A única crítica de Lula foi ao fato de o apartamento não ter “cerâmica e azulejo”, prometendo que, no próximo conjunto do programa, isso será corrigido. Esse episódio levou o presidente a enfatizar que “pobre gosta de coisa boa”.

Seja o primeiro a comentar

Postar um comentário

Link Greenpeace

Link Greenpeace


  ©JACARÉ SOLTEIRO - Todos os direitos reservados.

Contatos. 71 81454798 / 8680-3818 / 9331-3069 Email. marcelo_laudano@hotmail.com | Inicio