VIVA O POVO DE SANTO!
Seminário reúne o povo de santo de Lauro de Freitas
Representantes dos mais de 420 terreiros de candomblés de Lauro de Freitas se reuniram nesta quinta-feira (27) para discutir políticas públicas que garantam a preservação da religião. “O povo de santo precisa ser mais unido e organizado a fim de conquistar a devida representação nas esferas políticas” – salientou o coordenador no Estado da Federação Nacional do Culto Afrobrasileiro (Fenacab), Jadilson Lopes.
Segundo a coordenadora executiva da Secretaria Municipal de Governo, Nadjena Miranda, apesar da força da cultura africana no município, há representantes do candomblé em apenas três dos 18 conselhos de Lauro de Freitas. “Precisamos fortalecer nossa presença”. Com o tema Candomblé para Além dos Espaços Sagrados, o VI Seminário do Povo de Santo – Acredito no Orixá, foi realizado no auditório do Centro de Referência da Cultura Afrobrasileira, Terminal Turístico Mãe Mirinha de Portão.
A busca pela isenção de IPTU para os terreiros de candomblé, processo simplificado no município, foi estimulada pelos participantes do evento. A grande maioria ainda não conta com o benefício que pode revogar dívidas relativas ao imposto. Para o superintendente municipal de Promoção da Igualdade Racial, Eriosvaldo Menezes, o evento também constitui “uma forma de homenagear as Yás mais antigas”. Lauro de Freitas é provavelmente o município com a maior concentração de terreiros no mundo.
São ao todo 423 cadastrados distribuídos em 59 mil km². 80% da população é afrodescente. Segundo o pai de santo Valdemir Melo, do terreiro Santa Bárbara, em Araqui (Centro), pessoas do mundo todo são atraídas pelas belezas das expressões da religião e por sua mitologia. “Algumas festas somam mais de 1500 participantes”.
Para o secretário municipal de Cultura, Antônio Lírio, a força da religião é que sustenta a cultura. “Houve um tempo em que a gente via uma bandeira branca em cada esquina simbolizando os terreiros. Aos poucos elas foram saindo dos centros e se dissipando nas áreas mais rurais. Este encontro mostra que, no entanto, o candomblé sobrevive, como sobreviveu durante séculos”. Toques de atabaque e cantos de diferentes nações intercalaram as discussões, fortalecendo o clima confraternização do evento.
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